
Eu estava a uns 15 minutos imaginando qual seria o meu primeiro “post”. Divaguei entre muitos textos mas optei pelo “freestyle” – entenda como improviso.
Durante essa tempestade de idéias relembrei claramente da primeira lição que aprendi com o mundo corporativo – GENEROSIDADE.
A “Generosidade Corporativa” é algo difícil de compartilhar com o parceiro de equipe, subordinado, gestor uma vez que todos precisam do seu “diferencial” que nada mais é do que o conhecimento teórico, técnico e prático das suas atividades/funções exercidas – descrito pela famosa “rádio peão” como “pulo do gato”.
Como todos ou quase todos dentro de uma empresa, instituição, organização tem o mesmo objetivo: CRESCIMENTO – atualmente o termo utilizado é DESENVOLVIMENTO - como ser generoso com aquilo que faz o seu diferencial e irá proporcionar a sua ascensão profissional?
A situação acima seria um grande problema, porém tomando como exemplo uma grande parcela de profissionais bem sucedidos em muitas áreas do conhecimento passamos a identificar um ponto em comum entre todos: a capacidade de DIVIDIR conhecimento e experiência de forma generosa e abundante.
Utilizando a “generosidade corporativa” como facilitadora no relacionamento colaborador x empresa, esses profissionais, tornaram-se referencias para os demais, abrindo caminho para possíveis promoções.
Ilustro essa situação com a historia abaixo:
No inicio da década de 91, era comum que os jovens, menores de idade, arrumassem um trabalho para manter os gastos com as “matinês” - nome da balada aos domingos – evitando despesas adicionais para os pais e eu, com meus 13 anos, trabalhei duro durante alguns meses como atendente de uma lanchonete dentro de uma Universidade reconhecida da região.
Todos os dias, um rapaz, uns 10 anos mais velho que eu, solicitava lanches e sucos para os funcionários de alguns departamentos da instituição e ele mesmo fazia as entregas. Nos auge da minha sabedoria infantil, fielmente compreendia aquela situação como desperdício de tempo e sola de sapato, afinal, a lanchonete possuía um serviço de entrega... não dei muita bola... afinal nesse mundo existe bobo para tudo.
O que eu não poderia imaginar é que aquele jovem aproveitava as entregas e pacientemente aprendia a rotina e as atividades de cada um dos departamentos visitados e construía relacionamentos sólidos seria uma fonte de inspiração para o meu desenvolvimento profissional.
Com o tempo esse rapaz tornou-se um expert sobre fluxos e processos administrativos para a instituição e explicava para todas as áreas com cada requerimento era tratado pelo departamento acionado.
Com tanto conhecimento e diante de tanta “generosidade corporativa”, ele tornou assistente do Gerente de Recursos Humanos e em poucos meses recebeu um convite para integrar a equipe da recém criada área de Treinamento da instituição, tornam-se posteriormente o supervisor responsável por toda equipe, respondendo somente ao gerente e ao diretor de RH.
Uma década depois, tive a oportunidade de reencontrar esse jovem, agora como o Coordenador da Faculdade de Linguagem e Comunicação palestrando sobre “Relacionamento Corporativo” e esquecendo de contar a melhor historia: a dele e da “Generosidade Corporativa”.
By Alexandre Santos
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